sábado, 28 de setembro de 2019

Projeto "Teatro para Crianças" Encanta Escolas da Rede Pública de Ensino no Acre

No coração da Amazônia, um projeto está tomando conta das escolas da rede pública do Acre. O "Teatro para Crianças" é uma iniciativa apaixonante idealizada e apresentada pelo renomado ator, diretor de teatro e arte-educador, Silvério Carvalho Neto, que busca enriquecer a experiência educacional e cultural de crianças e adolescentes, assim como de adultos e idosos, por meio da arte.

Neste mês de novembro, o projeto alça voo e se espalha por escolas da rede pública de ensino em Rio Branco. O espetáculo teatral, voltado para crianças a partir de 4 anos, é uma verdadeira celebração da imaginação e da literatura. O personagem "Zezin" é o condutor dessa incrível jornada, onde a leitura e as histórias desempenham papéis de destaque. Zezin, apaixonado por contar histórias, embarca em uma missão para desvendar a "Caixa Mágica" que esconde uma coleção de livros que anseiam por serem compartilhados.

O espetáculo, com duração de 40 minutos, não é apenas uma representação teatral, mas uma experiência imersiva que promove a interação com os pequenos espectadores. O projeto se destina a oportunizar o acesso à arte e à cultura a crianças de escolas públicas em cidades pequenas e bairros afastados dos centros urbanos. Para Silvério Carvalho Neto, criador e intérprete do personagem Zezin, a escola é o local onde a magia do teatro e da literatura podem florescer e enriquecer vidas.

As apresentações envolvem a utilização de diversas obras literárias, cuidadosamente selecionadas para atender às diferentes faixas etárias do público. A interação com as crianças é o foco, mas a riqueza da experiência teatral é evidente. A narrativa é conduzida por Zezin, com figurinos especiais e cenários que intensificam o ambiente lúdico. Além das histórias cativantes, os espectadores também terão a oportunidade de explorar elementos teatrais, tornando a experiência ainda mais memorável.

O projeto "Teatro para Crianças" é aprovado pelo Fundo Estadual de Cultura e conta com o patrocínio de parceiros dedicados. Em 2019, o projeto realizou 16 apresentações nas cidades de Rio Branco e Senador Guiomard, e agora retorna com mais 35 apresentações e seis oficinas nas cidades de Xapuri, Epitaciolândia e Brasileia. Para 2020, estão previstas mais 33 apresentações e cinco oficinas em Acrelândia, Plácido de Castro e Sena Madureira. No total, o projeto atingirá 84 apresentações e 11 oficinas de jogos teatrais e literatura.


O artista

Silvério Carvalho Neto, um artista com uma paixão inabalável pelo teatro e pela educação, lidera este projeto inovador. Formado em Teatro pela Universidade de Brasília (UnB) e em Pedagogia pela Unopar, ele é um especialista em Ludopedagogia pelo Instituto Famart e em Arte e Educação pela Uniasselvi. Além disso, juntamente com seus colegas, ele criou a Casa de Leitura dos Amigos, um espaço dedicado à leitura, à contação de histórias e ao enriquecimento cultural em Rio Branco. Este projeto reflete seu compromisso com o enriquecimento cultural e educacional da comunidade.


O "Teatro para Crianças" é uma demonstração poderosa de como a arte pode ser uma ferramenta transformadora na vida das pessoas, inspirando a imaginação, promovendo o amor pela leitura e fortalecendo os laços comunitários. Por meio de performances teatrais encantadoras e oficinas educacionais envolventes, Silvério Carvalho Neto está deixando um impacto duradouro nas vidas das crianças e de todos que têm a sorte de testemunhar a magia do projeto.

sábado, 15 de junho de 2019

Marcelo Souza: Graffiti, Cultura Amazônica e Inclusão

Nos vibrantes muros de Rio Branco, destaca-se a expressão única de Marcelo Souza, um renomado graffiteiro cujo trabalho vai além das cores e formas, mergulhando nas raízes dos seringais e comunidades indígenas do Acre. Originário de Rio Branco, Marcelo iniciou sua jornada artística em março de 2015, marcando não apenas muros, mas também corações com seu compromisso com a cultura local e a inclusão.

Marcelo Souza não é apenas um artista; é um pesquisador incansável. Seus trabalhos refletem uma profunda imersão nos seringais e comunidades de povos originários da Amazônia, transformando essas experiências em murais vibrantes que contam histórias, preservam tradições e celebram a riqueza cultural da região. Além de suas obras visuais, Marcelo compartilha seu conhecimento por meio de cursos e oficinas, direcionando sua paixão artística para capacitar jovens de baixa renda.

Comprometido com práticas sustentáveis, Marcelo Souza destaca-se ao utilizar materiais eco-friendly em suas criações, alinhando-se aos preceitos de preservação ambiental, em consonância com figuras emblemáticas como Chico Mendes. Seus temas amazônicos não só adornam prédios e instalações em todo o estado, mas também despertam consciência sobre a importância de preservar o ecossistema amazônico.

No universo do Hip Hop, Marcelo desafia estereótipos como um artista homossexual, enfrentando o preconceito ao longo dos anos. Sua presença na comunidade LGBTQIA+ é marcada por uma luta pela inclusão e aceitação, transformando a arte urbana em um meio de expressão que transcende barreiras sociais e culturais. Marcelo Souza não apenas pinta muros, mas constrói pontes entre culturas, gerações e identidades, transformando a paisagem urbana em um palco de diversidade e resiliência

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Arte na Ruína: Artistas de Xapuri

 A iniciativa artística e cultural Arte na Ruína de Xapuri é um projeto que transforma uma antiga delegacia abandonada da cidade em um espaço de arte e cultura. O projeto foi criado em 2007 pelo artista Amarildo Ferreira, e os artistas locais Wagner San, Cleilson Alves, Clemilsa Alves, que percebeu o potencial da ruína para abrigar  atividades culturais.

O projeto funciona da seguinte forma: Os artitas organizam exposições de arte, apresentações de música, teatro e dança, oficinas e workshops na ruína. As atividades são gratuitas e abertas a todos os interessados.

O projeto já impactou a vida de milhares de pessoas em Xapuri. As atividades do projeto ajudam a promover a cultura e a arte na cidade, além de contribuir para a revitalização do centro histórico de Xapuri.

Além de promover a cultura e a arte, o projeto Arte na Ruína de Xapuri também contribui para a geração de emprego e renda na comunidade. O projeto emprega artistas e profissionais da cultura locais, além de gerar renda para comerciantes e prestadores de serviços da região.

Arte na Ruína de Xapuri é um exemplo de como a arte e a cultura podem ser usadas para promover o desenvolvimento social e econômico de uma comunidade. O projeto é um modelo para outras cidades que buscam promover a cultura e a arte em seus territórios.

Alguns pontos positivos do Arte na Ruína de Xapuri:

Promove o acesso à cultura e à arte

Contribui para a revitalização do centro histórico

Geração de emprego e renda

Promove a integração social

Estimula a criatividade e a imaginação


O Arte na Ruína é um exemplo inspirador de como a arte e a cultura podem ser usadas para melhorar a vida das pessoas. O projeto é um modelo para outras comunidades que buscam promover a cultura e a arte em seus territórios.

Arte na Ruína é um importante espaço cultural para a cidade de Xapuri. O projeto contribui para a promoção da cultura e da arte na cidade, além de contribuir para o desenvolvimento social e econômico da comunidade.


*Foto de Débora Mangrich.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A magia da Amazônia e seus artistas


A Amazônia é uma floresta enorme e cheia de vida. Lá, vivem muitos povos indígenas e comunidades locais que têm uma relação muito forte com a natureza. Eles usam a arte para expressar essa relação e para preservar sua cultura.

A arte amazônica é cheia de imagens da natureza, como animais, plantas e paisagens. Os artistas retratam esses elementos com respeito e admiração, pois eles são parte importante da vida das pessoas que vivem na Amazônia.

Os artistas juntam as muitas artes e permeiam a cultura a sua volta para não apenas produzir arte, mas encantar o público, transmitindo sentimentos e histórias.

A arte também é usada para representar os costumes e a cultura dos povos amazônicos. Danças, músicas, cerimônias e roupas tradicionais são retratadas nas obras de arte. Essas imagens ajudam a manter a cultura viva e a transmitir os valores desses povos para as gerações futuras.

A arte amazônica é um tesouro que nos lembra da importância da floresta e da cultura dos povos que nela vivem. Ela é um testemunho da harmonia possível entre o ser humano e a natureza.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

E estamos de volta

Fazendo arte aqui, ali... acolarte!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Coletivo Kãmpum

O Coletivo Kãmpum é uma família de artistas que unem diferentes linguagens artísticas para contar histórias e provocar reflexões. Eles são inspirados pelos artistas e povos das florestas amazônicas, e trabalham para promover a diversidade cultural e defender os direitos humanos.

O coletivo foi fundado em 2015 por Cairon Nascimento, um artista multifacetado que é apaixonado pela cultura Hip-Hop. O artista queria criar um espaço onde artistas de diferentes origens pudessem se reunir e compartilhar suas ideias, experimentando e criando diferentes espetáculos embebidos em diferentes áreas artísticas e culturais.

A linguagem Kãmpum é uma fusão de diferentes referências, incluindo o Hip-Hop, o Teatro clássico e os saberes e fazeres das pessoas que habitam a Amazônia. O coletivo usa a arte para abordar temas importantes, como a preservação do meio ambiente, a identidade regional e as dificuldades enfrentadas pelos artistas do interior brasileiro, principalmente os da Região Norte.

Um dos valores mais importantes do Coletivo Kãmpum é o poder do ouvir. Eles acreditam que é essencial dar voz aos que não têm voz, especialmente aos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia.

Os integrantes do coletivo são artistas talentosos e comprometidos com a transformação social. Eles estão trabalhando para construir um futuro mais justo e equitativo para a Amazônia.

Dentre seus integrantes estão: Cairon Nascimento (idealizador, ator, diretor, pesquisador dos fazeres dos povos da floresta e amante do Hip-Hop), Laiana Lima (atriz, dançarina, pesquisadora do Teatro Clássico), Luiz Eduardo Cunha (diretor, ator e músico), Luciano Oliveira (artista plástico, pesquisador das artes circenses, contador de histórias) e Erilane Mendes (atriz e contadora de histórias, coreógrafa e dançarina).

Os artistas fazem suas experimentações artísticas e apresentações em um galpão que intitularam Galpão das Artes, já na área rural de Manaus, no Amazonas.

Artistas que fazem manter viva a chama da arte e dos fazeres amazônicos, representantes da Região Norte Brasileira.


*Arte: Cedida pelo Coletivo Kãmpum.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quintais Literários - Opção cultural nos finais de semana em Xapuri


Se você mora no Município de Xapuri, no Estado do Acre, já deve ter ouvido falar nos Quintais Literários. Caso ainda não:
Aos finais de semana o quintal de Clenes Guerreiro se transforma em um ambiente onde todos podem partilhar dos livros, revistas e jibis arrecadados com as comunidades do bairro Jiquiá e arredores, juntamente com a arte e o lado lúdico proporcionado pelas folhas que encantam as crianças de todas as idades.
A iniciativa data de maio de 2008 e vem acontecendo após o irmão de Clenes ser discriminado na escola por estar atrasado com a leitura e a escrita, passando a procurar nos livros e revistas de parentes e amigos o refúgio secreto para longas e intensas viagens. 
Aos poucos, foram surgindo artistas, atores, contadores de histórias, e um bocado de gente que passou a ir aos quintais literários para compartilhar um pouco de arte.
O projeto foi finalista do Prêmio VivaLeitura 2011 e premiado no PreCult da Fundação Elias Mansour que ainda está em execução.
Quer levar a iniciativa para o seu quintal? Ainda dá tempo. É só procurar o Clenes Guerreiro e levar para o seu quintal:
-Exibição de vídeos;
-Apresentações de Teatro e Contação de Histórias;
-Oficinas de Produção Textual;
-Oficinas de Teatro e Contação de Histórias.
 O lanche fica por conta do projeto financiado.