domingo, 10 de outubro de 2021

Bibliotecas Comunitárias do Acre: Espaços para conhecer

A leitura, além de ser uma fonte inestimável de conhecimento, desempenha um papel crucial no desenvolvimento pessoal e social. No interior da Amazônia, no Estado do Acre, as bibliotecas comunitárias emergem como faróis de educação, cultura e esperança, oferecendo à comunidade não apenas livros, mas também oportunidades de transformação.

O Valor da Leitura: A leitura é uma jornada que transcende as páginas dos livros, moldando mentes e enriquecendo almas. Ela é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo, aprimorando habilidades linguísticas e estimulando a imaginação. Além disso, a leitura desempenha um papel essencial na redução do estresse e na promoção da empatia, conectando leitores a experiências diversas.

O Papel das Bibliotecas Comunitárias: No cenário cultural e literário do Acre, diversas iniciativas comunitárias estão mudando suas realidades através da leitura. Entre elas, destacam-se algumas, que se mantém com recursos próprios, e são inspiradoras, e por isso mesmo você precisa conhecer:

 

Quintais Literários: A Magia da Literatura em Xapuri

Situada em Xapuri, a Biblioteca Quintais Literários, fundada em 2008 por Clenes Guerreiro (e hoje mantida pelos artistas do Grupo Quintais Literários), é um tesouro literário para a comunidade local. Além de um acervo diversificado, a biblioteca utiliza seu quintal como palco para atividades culturais, como teatro e contação de histórias, tornando-se um ícone literário na terra de Chico Mendes.

 

Casa de Leitura dos Amigos: Uma Comunidade Unida pela Literatura

Na periferia de Rio Branco, a Casa de Leitura dos Amigos surgiu em setembro de 2019, sob os cuidados de Silvério Carvalho Neto. Inicialmente um bar, transformou-se em um espaço de leitura com mais de 5 mil livros, promovendo um ambiente de aprendizado e descontração. Além disso, oferece espaço para empreendedores locais e atua como um refúgio para jovens em situação social desafiadora, incentivando a mudança através da literatura.

 

Biblioteca Paxiúba: A Cultura Amazônica em Forma de Livros

Localizada em Rio Branco, a Biblioteca Paxiúba, inaugurada em junho de 2019, criada por Marcelo Pereira, destaca-se por sua inclusividade e atividades culturais. Assim como a planta homônima, a biblioteca busca ser um elemento vital na vida da comunidade, proporcionando não apenas livros, mas também a confecção artesanal de livros e instrumentos musicais regionais.

 

Casa de Leitura do Seringueiro: Um Oásis Literário em Epitaciolândia

Em uma área rural chamada Seringal Cachoeira, a Casa de Leitura do Seringueiro, estabelecida em março de 2020, de responsabilidade de Rudinele Alves (Rudy Seringueiro) é um testemunho da dedicação de sua fundadora em proporcionar acesso à leitura. Construído com materiais da natureza, o espaço oferece um acervo variado, cursos e uma alternativa valiosa para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.

 

Essas iniciativas destacam-se como exemplos inspiradores de como as bibliotecas comunitárias podem transformar vidas, construir comunidades mais fortes e democratizar o acesso à leitura. No Acre amazônico, esses espaços culturais e literários representam o poder transformador da literatura, que vai além das palavras e alcança o âmago das comunidades acreanas, transformando seu modo de ver o livro e sua promoção, independente das limitações geográficas.


*Foto: Acervo Quintais Literários.

sábado, 2 de outubro de 2021

A Biblioteca Manipueira e sua importância na Amazônia

 

Em meio a densa vegetação se entrelaça com comunidades remotas, surge a Biblioteca Manipueira, um espaço cultural construído com amor, esforço comunitário e o desejo ardente de promover o acesso à literatura. Localizada em Praia do Gado, Boca do Acre, AM, esta biblioteca comunitária é um farol de aprendizado e apreciação artística, inaugurada em março desse ano.

 

Construção Coletiva: O Poder da Comunidade

Coordenada por Natany Vitoria Alves Silva, a Biblioteca Manipueira é mais do que uma simples instituição de livros. É um testemunho da força da comunidade local, que se uniu para erguer esse espaço modesto, mas cheio de significado. Com milhares de livros, a maioria doada, a biblioteca é um tributo à generosidade e à paixão pela leitura.

 

Diversidade Literária e Cultural

O acervo diversificado da Manipueira reflete a riqueza cultural da Amazônia. De romances a biografias, passando por obras de ficção e literatura infantil, a biblioteca abraça todas as formas de expressão literária. Um destaque especial é a atenção dedicada às temáticas indígenas, com livros que contam histórias e preservam a rica herança cultural dessas comunidades.

 

Acessibilidade para Todos os Públicos

A Biblioteca Manipueira é um exemplo notável de inclusão. Com livros em braile doados por visitantes de outros estados e obras em áudio, a biblioteca se esforça para ser acessível a todas as idades e necessidades. O recente acréscimo de computadores e uma rede de internet ampliou ainda mais o alcance, proporcionando recursos tecnológicos valiosos à comunidade.

 

Cenário Cultural e Artístico: Uma Janela para a Amazônia

Além de ser uma guardiã do conhecimento, a Manipueira desempenha um papel crucial no cenário artístico e cultural local. As contações de histórias indígenas não apenas entretêm, mas também preservam tradições orais antigas. A biblioteca se tornou um ponto focal para a promoção de eventos culturais, transformando-se em um espaço vibrante para o florescimento das artes na Amazônia.

 

Promovendo o Livro e a Literatura na Amazônia

Num contexto em que o acesso à literatura é limitado, a Biblioteca Manipueira se destaca como um farol que ilumina mentes e corações na região. Com iniciativas inovadoras e o compromisso constante da comunidade, essa biblioteca comunitária não apenas fornece livros, mas também nutre o amor pela leitura, tornando-se um catalisador vital para a promoção do livro e da literatura na Amazônia.

 

Num mundo em constante mudança, a Biblioteca Manipueira permanece como uma inspiração, lembrando-nos do poder transformador da cultura, da comunidade e, acima de tudo, da palavra escrita.

domingo, 12 de setembro de 2021

Você já conhece a Biblioteca Contos & Recontos da Amazônia?

Em 2013, o ator e contador de histórias, Quenede Braga de Amorim, também conhecido como Quenede Amorim, iniciou uma incrível jornada nos seringais tradicionais de Xapuri, sua terra natal, no Estado do Acre. Durante a Semana em homenagem ao lendário ambientalista Chico Mendes, realizada em dezembro de 2013, Quenede começou a compartilhar seu trabalho artístico por meio de apresentações que encantaram o público e o impulsionaram a seguir com sua missão.

Desde então, Quenede tem percorrido várias cidades entre os estados do Acre e Amazonas, conquistando a aprovação de dois importantes projetos: o Edital Descentrarte da Funarte em 2019 e o Edital de Arte e Patrimônio da Fundação Elias Mansour em 2021.

Hoje, o artista conta com uma biblioteca comunitária de nome "Contos & Recontos da Amazônia," localizada na Rua da Felicidade, s/n, Bairro Castanheira, em Parintins, no Amazonas, com acervo – e bagagem – que mergulha profundamente nas riquezas das histórias e tradições das comunidades rurais da Amazônia, incluindo índios, seringueiros, castanheiros, ribeirinhos e os experientes habitantes dos seringais. 

A Biblioteca Contos & Recontos da Amazônia foi criada em fevereiro de 2020, antes da chegada do Coronavírus no país e hoje atende com medidas sanitárias, conforme dispõem as autoridades de saúde.

A Biblioteca Contos & Recontos da Amazônia oferece, além de um acervo diversificado de livros, apresentações de contação de histórias com teatro de formas animadas, bem como oficinas, cursos e rodas de conversa com o propósito de inspirar e capacitar futuros formadores, que poderão replicar a riqueza da cultura oral dos povos da floresta e a arte deste artista amazônico (as apresentações contam com intérprete de libras e o ambiente conta com acessibilidade).

Quenede Amorim dedicou-se intensamente a coletar as histórias de luta, vida e lendas dessas comunidades, transformando essas narrativas em contos e recontos que celebram a riqueza cultural e o folclore das terras amazônicas. 

Apesar dos recursos financeiros limitados, ele procura apoiadores para a biblioteca e continua sua jornada de pesquisa e trabalho artístico em um ambiente que é feito para todos os públicos.

Se você mora em Parintins (ou em cidades vizinhas) e não conhece a Biblioteca Contos & Recontos da Amazônia, busque conhecer. A biblioteca funciona de segunda a sábado, das 8h às 17h.

*Foto: Acervo das apresentações na Biblioteca Contos & Recontos da Amazônia.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Biblioteca Ayshawa: Conhecimento, Natureza e Cultura na Amazônia

 

Em meio à Amzônia, a Biblioteca Ayshawa emerge como um oásis de conhecimento, sustentabilidade e cultura. Sob a liderança de Dyogo Henrich Alves Lima, essa instituição única oferece uma experiência enriquecedora que vai além das páginas dos livros. Aqui estão alguns motivos convincentes para conhecer essa joia literária no norte amazônico:

 

Imersão na Floresta:

Desde que foi criada, em junho de 2020, a Biblioteca Ayshawa não é apenas um local de leitura; é um convite para mergulhar na natureza exuberante que a rodeia. Ao fundo da biblioteca, uma floresta acolhedora se estende, proporcionando um ambiente propício para eventos de leitura coletiva, contação de histórias e palestras sobre temas ambientais. Essa imersão na floresta não apenas enriquece o aprendizado, mas também destaca a importância da conexão entre cultura e natureza.

 

Promoção do Livro dos Povos Originários:

Em um esforço louvável para preservar e promover a rica herança cultural dos povos originários da região, a Biblioteca Ayshawa destaca-se ao abrigar um acervo dedicado a suas narrativas. Livros que contam histórias, mitos e tradições dos povos indígenas da Amazônia estão disponíveis, contribuindo para a preservação e divulgação dessas valiosas culturas.

 

Sustentabilidade em Foco:

A biblioteca não apenas aborda a sustentabilidade em suas coleções, mas também a pratica ativamente em suas operações diárias. Desde a construção mista de madeira e alvenaria até a conscientização ambiental promovida em eventos, a Biblioteca Ayshawa se destaca como um exemplo de como as instituições podem incorporar práticas sustentáveis para preservar o ecossistema local.

 

Desafios na Promoção do Livro e da Leitura no Norte Amazônico:

Enfrentar a promoção do livro e da leitura na região norte amazônica não é tarefa fácil. A Biblioteca Ayshawa, mesmo diante de desafios como a rápida urbanização, o aumento da atividade industrial e o desmatamento, emerge como uma luz na escuridão. A dificuldade de acesso a livros gratuitos na região é um desafio que a biblioteca enfrenta com determinação, buscando transformar seu município em um exemplo de como a educação pode superar adversidades.

A Biblioteca Ayshawa é um epicentro de educação, cultura e consciência ambiental na Amazônia. Ao visitar este espaço singular, os visitantes têm a oportunidade não apenas de expandir seus horizontes literários, mas também de se envolver em uma jornada de descoberta, conectando-se à rica tapeçaria cultural e ambiental que caracteriza essa região única do Brasil.

sábado, 12 de junho de 2021

Inscrições Abertas: Oficina de Teatro em Libras

A oficina será realizada dentro da Casa de Leitura Sinais & Livros



O município de Parauapebas, no Pará, tornou-se o palco de uma iniciativa única e inclusiva, que está quebrando barreiras e promovendo a rica cultura surda e das populações amazônicas. A atriz e criadora das técnicas do teatro surdo, que tem desbravado caminhos no universo teatral desde 2014, está agora dedicando seu talento e conhecimento para compartilhar as maravilhas do teatro surdo e da linguagem de libras com a comunidade local.


Valorizando a Cultura e Fortalecendo a Identidade Surda

O teatro surdo é uma forma de arte que valoriza a cultura surda e dos povos das florestas amazônicas. Esta iniciativa é uma ferramenta importante para a preservação da cultura e história desses povos, uma vez que permite a transmissão de conhecimentos tradicionais e histórias de forma acessível às pessoas surdas.

Segundo a atriz, o teatro surdo é uma maneira única de conectar as pessoas à rica herança cultural da região e de quebrar barreiras entre as comunidades surdas e ouvintes. "O teatro surdo promove a inclusão, permitindo que pessoas de todas as origens e capacidades se comuniquem e compartilhem suas experiências. Isso é fundamental para unir as comunidades e fortalecer a identidade", disse a atriz.


Inserção da Linguagem de Libras: Um Maravilhoso Catalisador de Inclusão

A inserção da linguagem de libras ao longo dos anos tem sido um dos pilares do trabalho da atriz, que acredita que a comunicação é a chave para a inclusão. O uso da linguagem de sinais torna o teatro surdo acessível a todos, proporcionando uma experiência enriquecedora tanto para surdos quanto para ouvintes.

As oficinas ministradas pela atriz no município de Parauapebas são direcionadas para surdos, ensurdecidos, comunidade escolar e a comunidade em geral. Através delas, os participantes têm a oportunidade de explorar o mundo mágico do teatro surdo e, ao mesmo tempo, aprender a linguagem de libras. Essa combinação única de ensino proporciona um ambiente onde a inclusão e a compreensão mútua florescem.


Uma Jornada de Transformação Cultural

A jornada da atriz começou no Acre em 2014, quando ela decidiu usar seu talento no teatro para trazer à tona a cultura surda e promover a inclusão. Desde então, seu trabalho tem impactado positivamente a vida de muitas pessoas, aproximando comunidades e preservando a cultura local.

Parauapebas, um município conhecido por sua diversidade cultural e riqueza natural, é o local perfeito para abraçar o teatro surdo. Com a iniciativa da atriz, a comunidade tem a oportunidade de celebrar sua herança cultural e ao mesmo tempo se unir em um esforço conjunto para promover a inclusão.


A Casa de Leitura Sinais & Livros

Em setembro de 2020, a artista resolveu fazer um grande mutirão e montar uma biblioteca física em Paraupebas, em um ambiente cheio de livros, que fornecesse não apenas o poder mágico dos livros, mas a integração da linguagem de libras - inclusive com um público bem expressivo de pessoas com deficiência auditiva da região.

Hoje ela fornece oficinas de capacitação tanto na área teatral como na linguagem brasileira de sinais, com um espaço propício para tais multimeios, como é a Casa de Leitura Sinais & Livros


Inscrições Abertas: Uma Oportunidade Única

As oficinas de teatro surdo ministradas pela atriz estão com inscrições abertas e são abertas a todos que desejam explorar esse mundo fascinante. É uma chance imperdível de aprender sobre a cultura surda e da Amazônia, ao mesmo tempo em que se envolve em uma experiência teatral única e inclusiva.

Para se inscrever ou obter mais informações sobre as oficinas de teatro surdo em Parauapebas, basta entrar em contato com a a artista através do e-mail: sinaiselivros@gmail.com.

Em um mundo onde a inclusão e a celebração da diversidade cultural são essenciais, a iniciativa da atriz é uma inspiração, mostrando que o teatro surdo é uma ferramenta poderosa para unir as comunidades e fortalecer a identidade cultural, especialmente na região amazônica.


*Foto: Acervo Pessoal de Cliciane Costa.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Oficina Teatro Surdo: A Arte da Inclusão

Paraupebas, Pará - Inscrições abertas para a aguardada Oficina Teatro Surdo, uma iniciativa do Grupo Teatro Surdo que promete encantar e inspirar pessoas de todas as idades e origens. A oficina acontecerá de 7 a 18 de junho de 2021, seguindo todas as medidas sanitárias de saúde devido à pandemia do Novo Coronavírus, com aulas remotas para garantir a segurança dos participantes.


Sob a direção da talentosa Cliciane Costa, o Grupo Teatro Surdo é um exemplo de dedicação à inclusão e acessibilidade. A oficina busca proporcionar uma experiência enriquecedora para educadores, profissionais que trabalham com pessoas surdas ou ensurdecidas e o público de pessoas com deficiência (PcD), promovendo a inclusão em uma sociedade igualitária.


Os artistas responsáveis pela Oficina Teatro Surdo são Cliciane Costa, Ana Paula Costa, Rocicleis Paula e Victor de Lucas. Este trio ingressou no Grupo Teatro Surdo em 2017, graças a uma oficina promovida pela diretora Cliciane Costa. Desde então, o grupo tem crescido e impactado positivamente a comunidade surda e ouvinte.

A oficina oferece uma oportunidade única para aprender sobre o teatro surdo, a linguagem brasileira de sinais (Libras) e como promover a inclusão por meio da arte. Os participantes terão a chance de explorar o mundo do teatro, aprender sobre a cultura surda e aprimorar suas habilidades de comunicação. Educadores, intérpretes de Libras, artistas e qualquer pessoa interessada em fazer a diferença na vida de indivíduos surdos são bem-vindos.

As vagas são limitadas, e as inscrições podem ser feitas enviando um e-mail para sinaiselivros@gmail.com, de 1 a 5 de junho de 2021. Não perca a oportunidade de participar dessa jornada inclusiva e transformadora. E a oficina será realizada de 7 a 18 de junho, na Casa de Leitura Sinais & Livros, na Avenida F 5, sem número, Beira Rio II, próximo da Praça Central, em Paraupebas, no Pará.

A Oficina Teatro Surdo vai além de uma simples aula; é uma experiência que pode proporcionar uma compreensão mais profunda da comunicação e da inclusão, além de criar laços duradouros entre os participantes. Independentemente de sua origem ou experiência anterior, essa oficina é para todos. Junte-se ao Grupo Teatro Surdo nessa emocionante jornada e faça parte de uma comunidade que acredita no poder do teatro para inclusão e transformação social.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Coletivo DezCaminhos leva espetáculo “Multiarte” às praças de Rio Branco

O Coletivo DezCaminhos está em turnê nas praças de Rio Branco com o espetáculo Multiarte, que resgata histórias esquecidas de mulheres que chegaram à Amazônia no início da Revolução Acreana. Com 10 apresentações gratuitas, o evento ocorre de 24 de maio a 9 de junho de 2021, sempre às 17h30.

Segundo Wenderson Nonato, ator premiado e um dos fundadores do grupo, Multiarte revela uma Amazônia pouco conhecida, ao destacar figuras maternas e avós que marcaram a história de tantas famílias na região. “Usamos objetos que falam sobre o que é muitas vezes ignorado em um mundo tão concreto. Nossa proposta é trazer à tona a humanidade escondida no cotidiano, longe dos grandes museus e livros de história, mas viva em nossas casas”, diz Nonato.

A estreia acontece na Praça São Sebastião, em frente à Igreja Católica, e o espetáculo seguirá para as praças de Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil. As apresentações em Xapuri e Assis Brasil contarão com audiodescrição e intérpretes de LIBRAS.

Após cada performance, o público será convidado a participar de bate-papos com os artistas, promovendo um diálogo entre o grupo e a comunidade. Valdemir Pereira da Silva, conhecido como Bita, destaca a importância dessa troca: “Queremos imergir o público em um universo onde os objetos ganham novos significados e promovem uma reflexão sobre a memória e o tempo”.

O elenco inclui Amanda Brasil, Hunfrey Braga, Rudy Seringueiro, além de cinco outras atrizes, que dão vida às histórias de mulheres que deixaram suas terras em busca de uma vida melhor na Amazônia, mostrando coragem e resistência.

Através de objetos como bacias, lamparinas e ferros de brasa, o quintal do espetáculo transforma-se em um acervo poético, celebrando as mulheres que ajudaram a construir a história da Amazônia.

A entrada é gratuita.