quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Atriz e Criadora das Técnicas de Teatro Surdo Promove Inclusão em Parauapebas, no Pará

O município de Parauapebas, no Pará, no coração da Amazônia, tornou-se o palco de uma iniciativa única e inclusiva, que está quebrando barreiras e promovendo a rica cultura surda e das populações amazônicas. A atriz e criadora das técnicas do teatro surdo, que tem desbravado caminhos no universo teatral desde 2014, está agora dedicando seu talento e conhecimento para compartilhar as maravilhas do teatro surdo e da linguagem de libras com a comunidade local.


Valorizando a Cultura e Fortalecendo a Identidade Surda

O teatro surdo é uma forma de arte que valoriza a cultura surda e dos povos das florestas amazônicas. Esta iniciativa é uma ferramenta importante para a preservação da cultura e história desses povos, uma vez que permite a transmissão de conhecimentos tradicionais e histórias de forma acessível às pessoas surdas.

Segundo a atriz, o teatro surdo é uma maneira única de conectar as pessoas à rica herança cultural da região e de quebrar barreiras entre as comunidades surdas e ouvintes. "O teatro surdo promove a inclusão, permitindo que pessoas de todas as origens e capacidades se comuniquem e compartilhem suas experiências. Isso é fundamental para unir as comunidades e fortalecer a identidade", disse a atriz.


Inserção da Linguagem de Libras: Um Maravilhoso Catalisador de Inclusão

A inserção da linguagem de libras ao longo dos anos tem sido um dos pilares do trabalho da atriz, que acredita que a comunicação é a chave para a inclusão. O uso da linguagem de sinais torna o teatro surdo acessível a todos, proporcionando uma experiência enriquecedora tanto para surdos quanto para ouvintes.

As oficinas ministradas pela atriz no município de Parauapebas são direcionadas para surdos, ensurdecidos, comunidade escolar e a comunidade em geral. Através delas, os participantes têm a oportunidade de explorar o mundo mágico do teatro surdo e, ao mesmo tempo, aprender a linguagem de libras. Essa combinação única de ensino proporciona um ambiente onde a inclusão e a compreensão mútua florescem.


Uma Jornada de Transformação Cultural

A jornada da atriz começou no Acre em 2014, quando ela decidiu usar seu talento no teatro para trazer à tona a cultura surda e promover a inclusão. Desde então, seu trabalho tem impactado positivamente a vida de muitas pessoas, aproximando comunidades e preservando a cultura local.

Parauapebas, um município conhecido por sua diversidade cultural e riqueza natural, é o local perfeito para abraçar o teatro surdo. Com a iniciativa da atriz, a comunidade tem a oportunidade de celebrar sua herança cultural e ao mesmo tempo se unir em um esforço conjunto para promover a inclusão.


Inscrições Abertas: Uma Oportunidade Única

As oficinas de teatro surdo ministradas pela atriz estão com inscrições abertas e são abertas a todos que desejam explorar esse mundo fascinante. É uma chance imperdível de aprender sobre a cultura surda e da Amazônia, ao mesmo tempo em que se envolve em uma experiência teatral única e inclusiva.

Para se inscrever ou obter mais informações sobre as oficinas de teatro surdo em Parauapebas, basta entrar em contato com a a artista através do e-mail: sinaiselivros@gmail.com.

Em um mundo onde a inclusão e a celebração da diversidade cultural são essenciais, a iniciativa da atriz é uma inspiração, mostrando que o teatro surdo é uma ferramenta poderosa para unir as comunidades e fortalecer a identidade cultural, especialmente na região amazônica.

*Foto: Acervo Pessoal de Cliciane Costa.

sábado, 15 de julho de 2023

Contos & Recontos da Amazônia: Uma Jornada Artística e Cultural

Em 2013, o ator e contador de histórias, Quenede Braga de Amorim, também conhecido como Quenede Amorim, iniciou uma incrível exploração nos seringais tradicionais de Xapuri, sua terra natal, no Estado do Acre. Durante a Semana em homenagem ao lendário ambientalista Chico Mendes, realizada em dezembro de 2013, Quenede começou a compartilhar seu trabalho artístico por meio de apresentações que encantaram o público e o impulsionaram a seguir com sua missão.

Desde então, Quenede tem percorrido várias cidades entre os estados do Acre e Amazonas, conquistando a aprovação de dois importantes projetos: o Edital Descentrarte da Funarte em 2019 e o Edital de Arte e Patrimônio da Fundação Elias Mansour em 2021.

Hoje, o projeto, denominado "Contos & Recontos da Amazônia," mergulha profundamente nas riquezas das histórias e tradições das comunidades rurais da Amazônia, incluindo índios, seringueiros, castanheiros, ribeirinhos e os experientes habitantes dos seringais. O projeto oferece apresentações de contação de histórias com teatro de formas animadas, bem como oficinas, cursos e rodas de conversa com o propósito de inspirar e capacitar futuros formadores, que poderão replicar a riqueza da cultura oral dos povos da floresta e a arte deste artista amazônico.

Quenede Amorim dedicou-se intensamente a coletar as histórias de luta, vida e lendas dessas comunidades, transformando essas narrativas em contos e recontos que celebram a riqueza cultural e o folclore das terras amazônicas. Apesar dos recursos financeiros limitados, ele procura apoiadores para o projeto e continua sua jornada de pesquisa e trabalho artístico. Embora tenha começado como parte de grupos de artistas, hoje ele trilha esse caminho sozinho, sendo um exemplo do comprometimento com a tradição dos povos da floresta e com a preservação da cultura amazônica.

*Imagem: Contação de Histórias - Acervo de Quenede Amorim.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Feijó celebra o Dia do Meio Ambiente com espetáculo infantil sobre preservação da natureza

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, crianças de Feijó participaram de uma apresentação teatral educativa que uniu arte, conscientização ambiental e interação. O espetáculo “Zezin e Mariquinha em: Uma Aventura na Floresta” encantou o público ao abordar, de forma lúdica e acessível, temas essenciais ligados à sustentabilidade, preservação da natureza e consumo consciente.

Dirigido pela diretora e atriz Cristine Morgane Ferreira Lima Verde, conhecida artisticamente como Cris Verde, o espetáculo utiliza recursos de teatro interativo, música e linguagem infantil para estimular a reflexão ambiental desde a infância. A proposta é transformar o aprendizado em uma experiência divertida, despertando o interesse das crianças para atitudes responsáveis no dia a dia.

Durante a apresentação, os personagens conduzem o público por uma jornada dentro da floresta, enfrentando desafios relacionados ao descarte incorreto de resíduos, à proteção dos ecossistemas e à importância da reciclagem. As crianças são convidadas a participar ativamente da história, reforçando o entendimento de que cada ação individual impacta diretamente o meio ambiente.

Entre as principais temáticas abordadas está a gestão de lixo e reciclagem, com destaque para os 5Rs da sustentabilidade — repensar, reduzir, reutilizar, reciclar e recusar. O espetáculo demonstra como resíduos podem ser transformados em brinquedos e bonecos, valorizando também o trabalho dos coletores e catadores, fundamentais para a cadeia da reciclagem.

Outro ponto central da encenação é a preservação da natureza e dos ecossistemas, evidenciando os impactos do lixo descartado de forma inadequada nas florestas, rios e na fauna. A narrativa estimula o cuidado com o meio ambiente e o compromisso coletivo com a conservação dos recursos naturais.

A proposta pedagógica do espetáculo aposta na conscientização ecológica por meio do lúdico, utilizando música, humor e interação para fortalecer valores ambientais entre os pequenos. A mensagem principal reforça que as crianças podem e devem se tornar agentes de mudança, influenciando positivamente suas famílias e comunidades.

A iniciativa reafirma a importância da educação ambiental como ferramenta de transformação social, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, responsáveis e comprometidos com a sustentabilidade e o futuro do planeta.

As apresentações percorrerão as escolas de ensino infantil do Município de Feijó  no próximo dia 05.


Arte: Cris Verde.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Resgatando o Passado e Conectando Culturas: O Projeto "Griot Nawas" de Rodrigo Garcia

Em um mundo cada vez mais conectado, onde as histórias culturais e tradições podem estar à distância de um clique, um projeto excepcional está sendo conduzido por um apaixonado pesquisador e contador de histórias, o acreano Rodrigo Garcia, conhecido como "Griot Nawas" (que hoje mora em Pimenta Bueno, Rondônia) tem como objetivo resgatar e compartilhar as ricas histórias da Amazônia e do Acre, conectando culturas e fornecendo um valioso acesso à história para o mundo todo, nascendo em janeiro de 2012.

Rodrigo Garcia, ou "Griot Nawas", é um entusiasta e estudioso das tradições culturais da região amazônica. Embora resida em Pimenta Bueno, em Rondônia, sua dedicação o leva regularmente a percorrer os estados do Acre, Amazonas e Rondônia em busca de histórias, conhecimento e sabedoria transmitidos ao longo das gerações.

O termo "Griot", originalmente utilizado na cultura africana, descreve aqueles que têm a nobre missão de preservar e transmitir as histórias, canções, conhecimentos e mitos de seu povo. Rodrigo Garcia, inspirado por esse conceito, se autodenomina um "Griot da Amazônia". Sua missão é semelhante à dos Griots africanos, mas focada nas ricas tradições da Amazônia, conectando-se assim com as culturas indígenas da região.

O Projeto "Griot Nawas" é uma continuação do trabalho de pesquisa e disponibilização de resultados do resgate histórico dos povos da floresta e dos indígenas do Acre, Amazonas e Rondônia. Rodrigo não apenas busca resgatar histórias esquecidas, mas também compartilhá-las com o mundo, aproveitando as vantagens da era digital.

Uma parte essencial deste projeto são as apresentações de contação de histórias, onde as histórias e conhecimentos recolhidos por Rodrigo são disponibilizados para um público de escolas e outras instituições. Esse projeto tinha antes um site, que se tornou uma ferramenta valiosa para estudantes, pesquisadores e entusiastas da cultura amazônica que desejam explorar essa rica herança, mas infelizmente o artista e pesquisador não teve mais condições de manter e tenta reativar - inclusive busca parceiros.

No entanto, o trabalho de Rodrigo não se limita apenas à publicação online. Ele também ministra palestras, cursos, oficinas e workshops, compartilhando seu conhecimento e inspirando outros a se envolverem na preservação da cultura amazônica. Sua paixão é evidente em cada interação e apresentação, e ele se esforça para criar uma ponte entre as tradições culturais locais e o público em geral.

A pesquisa de Rodrigo abrange não apenas a história, mas também a etnografia e a cultura viva das comunidades da Amazônia. Sua abordagem inclusiva e respeitosa, combinada com sua missão de conectar as histórias de diferentes culturas, torna seu trabalho não apenas valioso, mas também inspirador.

Griot Nawas é um exemplo inspirador de como um indivíduo apaixonado pode fazer a diferença na preservação e disseminação da cultura e história de uma região. A dedicação de Rodrigo Garcia, ou "Griot Nawas", serve como um farol, iluminando as tradições e histórias da Amazônia e conectando culturas de todo o mundo.

O projeto foi aprovado no Edital Descentrarte, da Fundação Nacional de Artes (Funarte) em 2019, mas desde então não conseguiu outros apoios.

Uma história viva dos povos amazônicos chamado Griot Nawas.


*A imagem é do acervo de Rodrigo Garcia.

sábado, 25 de março de 2023

Festival das Arteiras: Arte na Tríplice Fronteira

A cidade de Cobija, no Departamento de Pando, se prepara para receber a 6ª edição do Festival das Arteiras, um dos eventos culturais mais vibrantes da região amazônica. De 17 a 20 de abril de 2025, artistas do Brasil, Peru e Bolívia se reunirão para celebrar a diversidade cultural por meio do teatro, da música, da dança e de manifestações populares.

Organizado pela Cia. Arteiras, o festival tem como objetivo fortalecer o intercâmbio artístico entre países vizinhos, promovendo a valorização da cultura amazônica e das tradições de povos indígenas, quilombolas e comunidades ribeirinhas. As apresentações ocorrerão em teatros, escolas, ruas e bairros de Cobija, levando a arte diretamente ao público, especialmente a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

A Cia. Arteiras: Arte Como Transformação Social
Fundada em Cobija, a Cia. Arteiras é um coletivo de artes cênicas que atua na formação artística e na promoção de narrativas culturais voltadas para a valorização da identidade amazônica. Com um repertório de espetáculos e oficinas que abordam temas como ancestralidade, questões raciais e direitos sociais, a companhia busca fortalecer a arte como ferramenta de resistência e inclusão.

Sob a direção de Débora Rodrigues, o grupo tem se destacado em eventos culturais na América Latina, sempre trazendo à tona discussões relevantes sobre igualdade social e a força das manifestações populares na construção da identidade cultural amazônica.


Uma Celebração da Cultura Amazônica
O Festival das Arteiras se consolida como um dos mais importantes eventos culturais da fronteira entre Brasil e Bolívia, trazendo não apenas espetáculos, mas também debates e oficinas sobre arte, identidade e resistência cultural. A programação será gratuita e aberta ao público, garantindo acesso à arte para diferentes camadas da população.

Para mais informações e confirmações de participação, os organizadores disponibilizam o e-mail oficial: ciaarteiras@hotmail.com.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Griot Nawas: Um espetáculo para celebrar a cultura e a história dos povos originários


Hoje, dia 20 de janeiro de 2023, estreia o espetáculo Griot Nawas, realizado pelo Grupo Griot Nawas, em Pimenta Bueno/RO. O espetáculo é resultado de um processo de pesquisa realizado pelo diretor e criador do grupo, Rodrigo Garcia, que faz um trabalho de resgate da história e das tradições dos povos originários do Acre, Amazonas e Rondônia.

"O espetáculo mistura teatro, contação de histórias indígenas, além de muita dança e música, tudo resultado do processo de pesquisa que fazemos com os povos originários da região", afirma Rodrigo, diretor empolgado do Grupo.

O espetáculo conta com a atuação de 5 atores: Rodrigo Garcia, Angelina Amaro, Wirla Oliveira, Maylane Mercês e Fernando Alves. O grupo é conhecido na região pelo trabalho e empenho junto aos povos das florestas amazônicas.

"Este espetáculo é muito especial para nós", diz Angelina Amaro, uma das atrizes do grupo. "É uma oportunidade de compartilhar com o público a riqueza da cultura e da história dos povos originários da Amazônia."

O espetáculo ainda aborda temas como meio ambiente, cultura dos povos tradicionais, cultura, tradição oral, dança e música indígena. A entrada é franca e será apresentado às 18h, na Casa de Leitura do Grupo.


Um grito de resistência

O espetáculo Griot Nawas é mais do que um simples entretenimento. É um grito de resistência dos povos originários da Amazônia. É uma forma de mostrar ao mundo que essas culturas ainda estão vivas e vibrantes.

Em um momento em que a Amazônia é cada vez mais ameaçada pela destruição ambiental e pelo avanço do agronegócio, o espetáculo é um importante lembrete da importância da preservação da cultura e da história dos povos originários.

"Este espetáculo é uma forma de mostrar que os povos originários da Amazônia não são apenas vítimas da destruição ambiental", diz Rodrigo Garcia. "Eles são também protagonistas de sua própria história."

O espetáculo Griot Nawas é uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a rica cultura e a história dos povos originários da Amazônia. É uma experiência que ficará na memória de todos que o assistirem.

Não perca!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Empates: Espetáculo da Cia Kawsay, de Araguatins

A Companhia de Dança e Arte Tradicional Kawsay, fundada em 15 de junho de 2018, emerge como uma teia criativa entrelaçando concepções artísticas, estéticas, culturais, patrimoniais e sociais. Seu principal propósito reside na valorização, divulgação e defesa da dança, encenação e música de projeção popular, bem como na expressão folclórica e nas visualidades da cultura amazônica, especialmente em Tocantins. Estes elementos, presentes em diversos contextos, são fundamentais para a formação identitária de seus espetáculos e para o enriquecimento artístico e cultural de seus integrantes.

Esta coletividade artística se considera um conjunto de talentos que, nos palcos, apresenta coreografias e músicas contemporâneas e tradicionais, celebrando e difundindo patrimônios imateriais intimamente conectados com os saberes amazônicos locais da cidade de Araguatins e do estado do Tocantins, assim como de outras regiões do Brasil. As manifestações artísticas de inspiração tradicional e contemporânea são abordadas nas temáticas cuidadosamente estudadas e exploradas pela Cia. Kawsay.

O mais recente espetáculo, intitulado "Empate," estreou nos palcos de Araguatins em 08 de janeiro de 2023. Esta obra destaca-se por incorporar elementos da riqueza cultural dos povos das florestas, centrando-se na narrativa da luta dos moradores das matas. Estes indivíduos, valendo-se de seus próprios corpos, enfrentaram fazendeiros fortemente armados para impedir o desmatamento. O coro ecoava nas apresentações: "Vamos empatar! Vamos Empatar!".

No palco, as artistas  (Evelly Souza, Gleice Kelly, Jordana Silva e direção e sonoplastia de Gilglei Souza) encenam "Empate", uma produção que transcende as fronteiras do ordinário. Este espetáculo oferece uma experiência única, envolvendo o público numa narrativa envolvente que destaca a coragem e determinação daqueles que, por meio da dança e da arte, resistiram em defesa das florestas. É, sem dúvida, uma obra que vale a pena ser testemunhada, um tributo apaixonado à riqueza e resistência das comunidades amazônicas.

As apresentações continuam uma vez a cada 15 dias no auditório da Biblioteca Mangangá.